Não serei a intrusa de almas perdidas.
Serei mais o respirar da fruta caída em terra de mar.O papel solta-se e leva tudo para o mundo.
Embarcarei para longe.
Quero que tu saibas para onde vou.
E num último olhar arranquei a paisagem e fiz memória.
Mão no vidro, de vidro e noite de escuro vestida iluminada por ti.
Ofusca-me.
Deita-me no chão e beija-me no colorido de madeira e palha.
Faço-me à dança com o Feiticeiro da Luz.
Fazes-me tu.
Não me mudes nunca.
Mantém-me assim burra deste alvorar.
2 comentários:
Olá Carla
Que poema mais lindo!
Muito forte.
Gostei
Beijinho
Maravilha de poema...
Jhs
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