quinta-feira, julho 12, 2007

Feiticeiro da Luz

Não serei a intrusa de almas perdidas.
Serei mais o respirar da fruta caída em terra de mar.
O papel solta-se e leva tudo para o mundo.

Embarcarei para longe.
Quero que tu saibas para onde vou.

E num último olhar arranquei a paisagem e fiz memória.
Mão no vidro, de vidro e noite de escuro vestida iluminada por ti.

Ofusca-me.

Deita-me no chão e beija-me no colorido de madeira e palha.

Faço-me à dança com o Feiticeiro da Luz.
Fazes-me tu.

Não me mudes nunca.
Mantém-me assim burra deste alvorar.

2 comentários:

rui disse...

Olá Carla

Que poema mais lindo!
Muito forte.
Gostei

Beijinho

Maria Clarinda disse...

Maravilha de poema...
Jhs