segunda-feira, dezembro 31, 2007

Feliz 2008

Adoro números pares! Não sei porquê mas quando reflito sobre o assunto creio que seja devido ao facto de a maioria das coisas boas que aconteceram na minha vida foram em anos pares. Talvez não todos mas com certeza a maioria...

Fazendo a retrospectiva de 2007, posso dizer que não foi muito produtivo mas algumas decisões importantes foram tomadas, algumas batalhas vencidas, alguns recomeços, inicio de novos ciclos e fluxos!

Como mensagem de sorte para 2008, deixo um poema de Martha Medeiros que é fantástico!

¿Quien muere?

"Muere lentamente
quien se transforma en esclavo del hábito,
repitiendo todos los días los mismos trayectos,
quien no cambia de marca.
No arriesga vestir un color nuevo y no le habla a quien no conoce.

Muere lentamente
quien hace de la televisión su gurú.

Muere lentamente
quien evita una pasión,
quien prefiere el negro sobre blanco
y los puntos sobre las "íes" a un remolino de emociones,
justamente las que rescatan el brillo de los ojos,
sonrisas de los bostezos,
corazones a los tropiezos y sentimientos.

Muere lentamente
quien no voltea la mesa cuando está infeliz en el trabajo,
quien no arriesga lo cierto por lo incierto para ir detrás de un sueño,
quien no se permite por lo menos una vez en la vida,
huir de los consejos sensatos.

Muere lentamente
quien no viaja,
quien no lee,
quien no oye música,
quien no encuentra gracia en si mismo.

Muere lentamente
quien destruye su amor propio,
quien no se deja ayudar.

Muere lentamente,
quien pasa los días quejándose de su mala suerte
o de la lluvia incesante.

Muere lentamente,
quien abandona un proyecto antes de iniciarlo,
no preguntando de un asunto que desconoce o
no respondiendo cuando le indagan sobre algo que sabe.

Evitemos la muerte en suaves cuotas,
recordando siempre que estar vivo exige un esfuerzo mucho mayor
que el simple hecho de respirar.
Solamente la ardiente paciencia hará que conquistemos
una espléndida felicidad."

Martha Medeiros


PS: Um abraço especial para quem está longe!

sábado, dezembro 29, 2007

Just to say...



O meu silêncio, que é imenso, é apenas uma demonstração do amor que sinto por ti. Espero, francamente, que um dia 29 de Dezembro de um ano qualquer, possa não me lembrar do teu aniversário. Se esse dia chegar, cantarei um hino de vitória, porque serei novamente livre.

Já foi mágoa, dor, rancor e lamento... mas já não é mais. O meu espírito já não te quer. Criou, ao longo destes tempos, imunidade.

Desde de 2006 que estou em reconstrução e sei, apesar de todo o amor que tenho por ti, que este é alimentado apenas pelo saudosismo que teima em se afirmar em muitos dos compassos desta valsa.

Mas se tudo isto está em mim, foi porque vivi da forma mais genuína que se pode viver um amor profundo. E vou sempre vivê-lo, mas compreendi por fim, que não preciso de sofrer por isso.

Falta ainda recuperar os sonhos... mas tudo a seu tempo. Também eu terei a cabeça de Golias na mão.


"Se todo o ser ao vento abandonamos

E sem medo nem dó nos destruímos,

Se morremos em tudo o que sentimos

E podemos cantar, é porque estamos

Nus em sangue, embalando a própria dor

Em frente às madrugadas do amor.

Quando a manhã brilhar refloriremos

E a alma possuirá esse esplendor

Prometido nas formas que perdemos."




Sophia de Mello Breyner Andresen