quarta-feira, janeiro 17, 2007

Come What May

The Greatest Thing You Will Ever Learn, Is Just To Love, And Be Loved In Return.


"Não digas a ninguém pois corro o risco de estragar a minha reputação cinéfola, mas um dos meus filmes preferidos é o Moulin Rouge! Faz-me sentir vontade de subir ao topo do prédio mais alto e cantar o Come What May"
É...., apenas É.... a 16 Abril 2006


Banhaste-me com um sonho de chuva dourada e acordei no meio da lama conspurcada...


Sou balzaquina. Sinto-me mulher. Encontrei o amor. Um amor incontornável, daqueles que não podemos fugir. Ele sempre esteve lá, à minha espera, como uma força cósmica, que ultrapassa todo o meu entendimento e conhecimento do universo. Não sei se um amor arrependido. Sei com toda a certeza, um amor único, abençoado pela minha alma, e por cada célula do meu corpo. Está em mim como um ser independente e violento, que me arrasta para uma imensa solidão, para recantos repletos de memórias das quais não consigo me libertar. Sufoca-me verdadeiramente. Um amor de duas faces... No mesmo instante que me abandona, enche-me de luz. Foi como te disse... estás em mim.

Não sei como resolver este amor. Sempre fui uma mulher de paixões mas este amor é único e nem todos temos a oportunidade de o viver. Aquele amor que, apesar de todas as adversidades, sabemos que iremos vivê-lo até ao fim dos nossos dias. É esta a minha condenação. Não assinei nenhum acordo, não negociei vontades, nem vendi a minha alma ao Diabo. Entreguei-me num todo. Estou aqui no limbo da tua piedade e agora diz-me o que queres fazer. Não imponho nada. Simplesmente estou aqui e sou tua.
Imaginar esta entrega, compreendo que seja complicado... só se consegue vivê-la.

E esta certeza... tenho tanto medo desta certeza.

A questão do arrependimento creio que é inquestionável. Embora modesta o suficiente para reconhecê-lo, lamentarmo-nos de algo que vivemos no passado, não é mais do que um despejo da alma, mesmo que esse arrependimento esteja envolto numa questão de consciência. Na realidade, esta é uma questão menor desta minha vivência.

Creio que o verdadeiro problema foi nunca ter confessado, honestamente, para mim mesma o drama que estava a viver. Não é ter pena. É ter coragem para reconhecer que nem sempre estamos prontos para os desafios. É a consciencialização de que algo saiu do meu controlo e eu não soube lidar com o que estava a sentir.

Desilusão versus Desencanto

Desiludirmo-nos com alguém, é mais do que um desencanto. O desencanto é um feitiço que ao se quebrar, termina e a vida volta ao normal. Recolhemos o que de melhor recebemos e seguimos em frente com a força do presente e com a certeza de a nossa memória se encarregará do resto. Torna-se banal, sem fundo, sem história. Mas a desilusão, não. A desilusão acarreta mágoa, dor, choro, silêncio. Muito silêncio. É corrosiva, avassaladora... quebra-nos o espírito.

Teria eu dado lugar a ti na minha vida se tivesse o poder da adivinhação? Serei eu hoje uma pessoa melhor estando tu em mim?

Oiçam! Que aconteceu? Para onde é que eu fui? Sinto que estou fora de mim como que a olhar de cima, tal espírito fora de seu corpo, acompanhando todos os meus próprios passos. Mas sinto que não tenho poder sobre nada. Apenas observo impotente ao meu dia a dia. Tenho saudades de mim!

Acordo e a primeira memória és tu. Estás em todos os meus sonhos. Acordo com um nó na garganta. Choro. Levanto-me. Tomo banho. Só depois olho-me ao espelho. Culpabilizo-me por este amor violento e leviano. Tenho vergonha de me sentir assim. Mais um dia. Revejo a nossa história em segundos. Não tenho respostas, só as minhas e estas respostas são duras. De todas as dores da minha vida, esta é a maior de todas. Por cada memória tua, morro mais um pouco.

Amor versus Entusiasmo

Alguém poderá dizer-me qual a diferença? Amor é esta morte lenta, meu caro. É desafiar cada lufada de ar no teu peito. É perder o controlo de todas as tuas acções. É te perderes sem que saibas o caminho de regresso. É nunca mais te encontrares. É um desprover do teu Ego. É dar lugar a um novo eu. Entusiasmo... foi assim que carimbaste a nossa história. Quase que faz parecer que tudo a que tenho sido sujeita ao longo deste tempo é mero capricho. Uma puta de uma birra.

Não falemos de ti. De ti não há nada para dizer. Direi apenas que a crueldade tem sempre um preço. Eu paguei pela minha. Tu pagarás pela tua.

O abandono tem um preço. A indiferença tem um preço. A covardia tem um preço. O desdém tem um preço. O egoísmo tem um preço. A crueldade tem um preço.

Esta não é uma história de amor. Não tenho essa pretensão. É sim a história de alguém que amou e se desiludiu e de outro alguém que se entusiasmou e se desencantou. Tão simples, tão tremendamente vulgar.

E estas palavras são um cambalear na poeira.

Morrer por amor… Sim, já morri por amor. Todos os dias.

A ti, Mon Petit Prince, que a vida te cubra com todas as alegrias do mundo.

Come what may…

Foi belo.

sexta-feira, janeiro 12, 2007

Me llaman Calle by Manu Chao



Linda e deslumbrante!

A coragem e afirmação de Manu Chao para interpreta esta música!

segunda-feira, janeiro 08, 2007

Deixa-te ficar na minha casa by Filarmónica Gil



Tenho livros e papeis espalhados pelo chão
A poeira de uma vida deve ter algum sentido
Uma pista, um sinal de qualquer recordação
Uma frase onde te encontre e me deixe comovido

Guardo na palma da mão o calor dos objectos
Com as datas e locais. Porque brincas, porque ris.
E depois o arrepio: a memória dos afectos
Que me deixa mais feliz

Deixa-te ficar na minha casa
Há janelas que tu não abriste
O luar espera por ti quando for a maré-vasa
Ainda tens que me dizer porque é que nunca partiste

Está na mesma esse jardim com vista sobre a cidade
Onde fazia de conta que escapava do presente
Qualquer coisa que ficou, que é da nossa eternidade
Afinal, eternamente.

Deixa-te ficar na minha casa
Há janelas que tu não abriste
O luar espera por ti quando for a maré-vasa
Ainda tens que me dizer porque é que nunca partiste



Sempre por perto, Mon Petit Prince.

sexta-feira, janeiro 05, 2007

This has got to die



Porque quero rir do amor. Do amor fanático, avassalador, estúpido, absurdo... do amor suicida.

Lá, lá, lá. FUCK YOU!

Enforca-te no teu bem estar. Eu ficarei por aqui a enforcar-me sem sucesso no meu.

Gostaria de te dar o meu muito obrigado por teres me permitido lavar-te a alma. Mas sabes... sinto-me envergonhada... não fiz um bom trabalho. Estou convencida que uma alma de tal forma conspurcada como a tua, nem de molho durante um mês num alguidar com lixivia se safa. Isto já fede.


"This has got to die
i said this has got to stop
this has got to lie down
with someone else on top
you can keep me pinned
'cause it's easier to tease
but you can't paint an elephant
quite as good as she
and she may cry like a baby
and she may drive me crazy
'cause i am lately lonely

so why did ya have to lie
i take it i'm your crutch
the pillow in your pillowcase
is easier to touch
and when you think you've sinned
do you fall upon your knees?
Or do you sit within your picture?
Do you still forget the breeze?
And she may rise if i sing you down
and she may wisely cling to the ground
'cause i'm lately horny
so why would she take me thorny?

What's the point of this song or even singing?
If you've already gone, why am i clinging?
Well i could throw her out
and i could live without
and i could do it all for you
i could be true
tell me if you want me to lie
'cause this has got to die
i said this has to stop
this has got to lie down, down
with someone else on top
you can both keep me pinned
'cause it's easier to tease
but ye can't make me happy
quite as good as me..
Well,
you know that's a lie"

Obrigado Damien por teres sempre as palavras certas. Isto hoje soube-me bem!