sábado, setembro 23, 2006

Um dia vou odiar-te

Encontrei-te cá a dias no café. Estavas só. Passei sempre. Não quis olhar para trás. Passei para o outro lado da rua. Do outro lado da rua havia a esperança, a esperança da mudança de rumo.
Sai!
Sinto-me injustiçada, quebrada… olho para chão e percorro todo o caminho de olhos fechados. Valeu a pena. Doeu menos. Menos vale a pena. Porque não?
Passo as mãos pelo cabelo. Desembaraço-o. Já não tem piada. Ele faz-te sentir feia, não é? E se ele estiver ali ao fundo da rua? Esquece…

E repito em mim: Um dia vou odiar-te!