Cheguei à Madeira.
Não tenho palavras para definir aquilo que sinto. Tenho andado sem reacção, apática... Parece que estou sempre à espera que algo melhor aconteça. E ele? Onde é que ele estará? Estou tão perto e não posso vê-lo... tenho tanto medo de mim... de ceder, de me humilhar. Vou circulando pela cidade e quase involutariamente, os meus passos são conduzidos ao encontro dele. Oiço os sotaques, as vozes, os cheiros e imagino que tu poderás estar no meio desta multidão. Cada pessoa que passa, cada carro, cada olhar, cada gesto anónimo poderá, na minha cabeça, seres tu.
Sem comentários:
Enviar um comentário